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O PÃO DA CULTURA
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1935. Cernusco, Itália. No silêncio do pequeno santuário da Virgem das Dores, da oração e do coração de Monsenhor Luis Biraghi nasce um novo carisma para a glória de Deus, para a missão santificadora da Igreja, para a vida do mundo: humanizar através da educação, da ciência. Biraghi conhecia as ânsias da humanidade e experimentava a presença de Deus viva e atuante no íntimo de seu ser. Movido por graça, parte decididamente em direção ao profundo do homem, de todo homem, onde Deus habita. Como? Fundando uma congregação educadora: as Irmãs de Santa Marcelina. 1912. Se o destino é o homem, o carisma marcelino
não conhece fronteiras. O legado de Biraghi ultrapassa tempo e espaço.
Importa educar o homem em sua profundidade, sua totalidade, sua humanidade.
Decididamente as marcelinas partem para o Brasil. Ao longo de 94 anos grandes
capitais ou pequenas cidades brasileiras, periferias e regiões empobrecidas
e desassistidas vêem chegar as marcelinas, erguendo solidariamente
suas "tendas" junto à pessoa humana em seu mistério
de grandeza e de fragilidade. A verdade que a mente busca, a bondade que
o coração pede, a beleza que a vontade deseja, a saúde
que sustenta o corpo, a imortalidade que a alma carrega, são sempre
os conteúdos ensinados e vivenciados nas obras marcelinas. Os caminhos
do conhecimento das realidades do mundo tornam-se sendas de sabedoria e
de vida significativa. De Norte a Sul do país, em escolas e hospitais,
convivendo com alunos ricos e pobres, da Educação Infantil
à Universidade, curando doentes do corpo e do espírito, vão
as marcelinas, nos passos de Biraghi, levando o pão da verdade que
alimenta a mente, o pão do amor que impulsiona o coração,
o pão da Graça que salva a alma e dá sentido à
vida. Adentrando estradas sem confins, prosseguem as marcelinas fazendo
eco às palavras de Cristo: "Eu vim para que todos tenham
vida em plenitude". (Jo 10,10)
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