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Irmãs Marcelinas
Charles de Oliveira |
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Vivemos num mundo que se laicizou, onde tudo parece encaminhar-se para o caos da inversão dos valores. Nós nos distanciamos de Deus e de tudo o que é sagrado. Mas, mesmo assim, em meio a esse turbilhão confuso de uma sociedade pós-moderna, encontramos o Santa Marcelina. Um oásis, um porto seguro, onde as famílias - uma instituição tão ameaçada - podem confiar a educação segura de seus filhos. E a prova disso, foi o que assistimos no I Encontro de Corais Marcelinos. Nossas escolas podem se orgulhar hoje, de terem grupos que produzem música séria e de qualidade. Nós, educadores musicais, podemos assegurar: educação sem música, não é educação completa! Só essa arte tão singular, é capaz de assegurar uma leitura completa, plástica, poética e expressiva do mundo, colaborando para o desenvolvimento da equação pessoal dos nossos alunos. Nossa instituição não deseja preparar alunos apenas para o vestibular ou para dominarem o mercado de trabalho, tornando-os "máquinas de conhecimento" acadêmico. Não! Queremos formar o "Homem Total", cidadãos críticos, conscientes, inteiros e desejosos de melhorias sociais. Somente a música culta é capaz de ampliar horizontes, transformar, libertar e transgredir, superar os maneirismos baratos e mercenários da indústria da "cultura" de produção popularesca e medíocre, que aniquila e estreita o pensamento. Cada vez mais, torna- se necessário que nossas escolas
forneçam ferramentas aos nossos alunos para filtrarem a imposição
musical da mídia. Só assim, desenvolvendo a sensibilidade
e o senso crítico, interagindo com a filosofia, literatura, enfim
todas as matérias, o aluno liberto, poderá viver a maravilhosa
aventura de ser e existir, no Que o Santa Marcelina possa, cada vez mais, investir na
formação artística e cultural dos nossos alunos.
Que nossa música - de nível - insisto, possa colaborar para
acabar com a fome do brasileiro. Fome que vai muito além do pão
ou da cesta básica, na medida em que as A música, que agora brota, emana da voz e do coração de todos estes meninos e meninas, professores, pais e músicos possa nos aproximar de Deus e nos permita sonhar...Sonhar que, um dia, irmanados pelo poder divino da arte, possamos transformar o mundo inteiro num amplexo de amor e fraternidade, onde não sobre espaço, nem para o ódio, nem para a indiferença.
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