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ENTREVISTA COM IRMÃ SUELI, FEITA PELOS
ALUNOS DO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO PELA BEATIFICAÇÃO
DE MONSENHOR LUIGI BIRAGHI
O Jornal: Por que e como Biraghi fundou as Marcelinas?
Irmã Sueli: Biraghi foi um homem de Deus, apaixonado pela juventude,
preocupado com a formação da mesma - em particular da mulher -
de sua época. Rezou muito e convidou uma jovem chamada Marina para dar
início a obra educativa Marcelina.
O nome de Santa Marcelina é uma homenagem a Santa Marcelina que, falecidos
os pais, educou sabiamente os irmãos Santo Ambrósio e São
Sátiro. As Marcelinas, colocadas sob sua proteção, devem
ser sábias e santas na missão de educar.
O Jornal: Para a senhora, quem é Monsenhor Luigi
Biraghi?
Irmã Sueli: Biraghi, para nós, irmãs Marcelinas, é
um fundador, um pai espiritual, homem de ferro, atento aos sinais do tempo,
preocupado com a formação da juventude.
O Jornal: Biraghi já fez algum milagre? Quais
os critérios para ser beato?
Irmã Sueli: Quem faz milagre é só Deus. Os santos são
intercessores que nós, os homens e mulheres, temos aqui na terra. Biraghi
com certeza é um grande intercessor que as Marcelinas têm junto
a Deus.
Alguns dos critérios utilizados pela Igreja Católica para declarar
se alguém é beato ou santo são:
- depois de muito estudo e pesquisa, a Igreja
chega à conclusão de que determinada pessoa viveu o evangelho
de Jesus até as últimas conseqüências (o amor acima
de tudo) e isso deve ser comprovado por quem o conheceu e por suas obras.
- que alguém por intercessão dele
tenha recebido, alcançado uma graça especial, principalmente de
cura.
O Jornal: Como foi a celebração de Beatificação?
Irmã Sueli: A beatificação de Biraghi realizou-se no
dia 30 de abril de 2006 na Praça Duomo em Milão (Itália),
durante a celebração eucarística, presidida pelo Cardeal
José Saraiva Martins, representante do Papa Bento XVI e pelo Cardeal
Dionigi Tettamanzi, Arcebispo de Milão. Logo após a procissão
de entrada e o ato penitencial, o Cardeal de Milão pede que se leia a
biografia resumida de Luigi Biraghi e depois o Cardeal, representante do papa,
pronunciou a fórmula de beatificação.
O Jornal: O que a senhora sentiu ao ir para a beatificação
de Monsenhor Luigi Biraghi em Milão?
Irmã Sueli: Senti uma emoção muito grande ao conhecer
os locais onde morou, freqüentou, enfim senti de perto suas origens.
O Jornal: Qual parte da celebração mais
tocou a senhora?
Irmã Sueli: O momento mais emocionante foi ao retirarem o pano que
cobria o retrato de Biraghi.
O Jornal: O que a senhora mais admira na caminhada do
Monsenhor Luigi Biraghi?
Irmã Sueli: Admiro o seu amor à Igreja, a fidelidade ao catolicismo,
a sólida formação cristã e acadêmica e seu
engajamento na luta pela independência da Itália.
O Jornal: Qual a maior virtude de Biraghi para a senhora?
Irmã Sueli: Era um homem sábio e humilde. Com uma visão
de futuro muito marcante.
O Jornal: Hoje, a senhora acredita que o trabalho feito
por Biraghi seria muito diferente do que foi?
Irmã Sueli: Acredito que sim, hoje, ele se preocuparia mais com os
necessitados (classes menos favorecidas), implantando mais colégios,
como os de Rondônia, já criados pelas Marcelinas e que atualmente
atendem a essas pessoas.
Fonte: Jornal 1º Ano do Ensino Médio -CSMBH
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