PRÁTICA PASTORAL PEDAGÓGICA

Ensino Religioso, com dinâmicas, é melhor!

   
 
   

Em 2004, em São Paulo, foram realizados oficinas de dinâmicas com os professores da Rede Santa Marcelina de Educação, nos níveis de Educação Infantil ao Ensino Médio ministradas por Ir. Adria Lima, Coordenadora de Ensino Religioso do Colégio Santa Marcelina de Muriaé.

O trabalho foi desenvolvido de acordo com os níveis, levando em consideração a faixa etária dos mesmos. Antes do trabalho prático, foi exposto um breve resumo sobre os objetivos de uma dinâmica, os recursos, ambiente-clima, tempo determinado, passos, número de participantes e conclusões.

Em seguida, foram realizados diversos tipos de dinâmicas, às quais conduziram os professores a reflexões profundas sobre valores, relacionamento, integração, animação, relaxamento e litúrgica. O grupo foi bastante receptivo, envolvido com a proposta, estava descontraído, tornando o trabalho profícuo e prazeroso.

ENSINO RELIGIOSO, COM DINÂMICAS É MELHOR!

As dinâmicas são instrumentos, ferramentas que estão dentro de um processo de formação e organização, que possibilitam a criação e recriação do conhecimento.

Para que serve:

* Para levantar a prática: o que pensam as pessoas, o que sentem, o que vivem e sofrem.

* Para desenvolver um caminho de teorização sobre esta prática como processo sistemático, ordenado e progressivo.

* Para retornar à prática, transformá-la, redimensioná-la.

* Para incluir novos elementos que permitem explicar e entender os processos vividos.

As técnicas participativas geram um processo de aprendizagem libertador porque permitem:

1. Desenvolver um processo coletivo de discussão e reflexão.

2. Ampliar o conhecimento individual, coletivo, enriquecendo seu potencial e conhecimento.

3. Possibilita criação, formação, transformação e conhecimento, onde os participantes são sujeitos de sua elaboração e execução.

Uma técnica por si mesma não é formativa, nem tem um caráter pedagógico. Para que uma técnica sirva como ferramenta educativa libertadora deve ser utilizada em função de temas específicos, com objetivos concretos e aplicados de acordo com os participantes com os quais esteja trabalhando.

Os elementos de uma dinâmica

Objetivos: Quem vai aplicar a dinâmica deve ter claro o que se quer alcançar.

Materiais-recursos: Que ajudem na execução e na aplicação da dinâmica (TV, vídeo, som, papel, tinta, mapas...). Outros recursos que podem ser utilizados em grupos grandes são o retroprojetor, exposições dialogadas, além de técnicas de teatro, tarjetas e cartazes.

Ambiente-clima: O local deve ser preparado de acordo, para que possibilite a aplicação da dinâmica (amplo, fechado, escuro, claro, forrado, coberto...), onde as pessoas consigam entrar no que está sendo proposto.

Tempo determinado: Deve ter um tempo aproximado, com início, meio e fim.

Passos: Deve-se ter clareza dos momentos necessários, para o seu desenvolvimento, que permitam chegar ao final de maneira gradual e clara.

Número de participantes: Ajudará a ter uma previsão do material e do tempo para o desenvolvimento da dinâmica.

Perguntas e conclusões: Que permita resgatar a experiência, avaliando: o que foi visto; os sentimentos; o que aprendeu; o momento da síntese final, dos encaminhamentos, permita atitudes avaliativas e de encaminhamentos.

Tipos de técnicas/dinâmicas

Técnica quebra gelo

* Ajuda a tirar as tensões do grupo, desinibindo as pessoas para o encontro.
* Pode ser uma brincadeira onde as pessoas se movimentam e se descontraem.
* Resgata e trabalha as experiências de criança.
* São recursos que quebram a seriedade do grupo e aproximam as pessoas.

Técnica de apresentação

* Ajuda a apresentar-se uns aos outros. Possibilitando descobrir: quem sou, de onde venho, o que faço, como e onde vivo, o que gosto, sonho, sinto e penso... Sem máscaras e subterfúgios, mas com auta1ticidade e sem violentar a vontade das pessoas.
Exige diálogo verdadeiro, onde partilho o que posso e quero ao novo grupo.
* São as primeiras informações da minha pessoa.
* Precisa ser desenvolvida num clima de confiança e descontração.
* O momento para a apresentação, motivação e integração. É aconselhável que sejam utilizadas dinâmicas rápidas, de curta duração.

Técnica de integração

* Permite analisar o comportamento pessoal e grupal. A partir de exercícios bem específicos, que possibilitam partilhar aspectos mais profundos das relações interpessoais do grupo.
* Trabalha a interação, comunicação, encontros e desencontros do grupo.
* Ajuda a sermos vistos pelos outros na interação grupal e como nos vemos a nós mesmos. O diálogo profundo no lugar da indiferença, discriminação, desprezo, vividos pelos participantes em suas relações.
* Os exercícios interpelam as pessoas a pensar suas atitudes e seu ser em relação.

Técnicas de animação e relaxamento

* Tem como objetivo eliminar as tensões, soltar o corpo, voltar-se para si e dar-se conta da situação em que se encontra, focalizando cansaço, ansiedade, fadigas etc. Elaborando tudo isso para um encontro mais ativo e produtivo.
* Estas técnicas facilitam um encontro entre pessoas que se conhecem pouco e quando o clima grupal é muito frio e impessoal.
* Devem ser usadas quando necessitam romper o ambiente frio e impessoal ou quando se está cansado e necessita retomar uma atividade. Não para preencher algum vazio no encontro ou tempo que sobra.

Técnica de capacitação

* Deve ser usada para trabalhar com pessoas que já possuem alguma prática de animação grupal.
* Possibilita a revisão, a comunicação e a percepção do que fazem os destinatários, a realidade que os rodeia.
* Amplia a capacidade de escutar e observar.
* Facilita e clareia as atitudes dos animadores para que orientem melhor seu trabalho grupal, de forma mais clara e livre com os grupos.
* Quando é proposto o tema/conteúdo principal da atividade, devem ser utilizadas dinâmicas que facilitem a reflexão e o aprofundamento; são, geralmente, mais demoradas.

Litúrgicas

* Possibilitam aos participantes uma vivência e uma experiência da mística, do sagrado.
* Facilitam o diálogo com as leituras bíblias, com os participantes e com Deus.
* Ajudam a entrar no clima da verdadeira experiência e não somente a racionalização.


DINÂMICAS - ENSINO MÉDIO

1) EXERCÍCIO DE CONSENSO

Objetivos: Treinar a decisão por consenso; desenvolver nos participantes a capacidade de participação, numa discussão de grupo.

Material: Uma cópia da história de Marlene para cada membro e lápis ou caneta.

Como Fazer:

1. Cada um receberá uma cópia da história de Marlene para uma decisão individual, levando para isso uns cinco minutos;

2. Organizam-se os subgrupos de cinco a sete membros cada para a decisão grupal;

3. O coordenador distribui a cada subgrupo uma folha da história de Marlene, para nela ser lançada a ordem preferencial do grupo;

4. Nos subgrupos cada integrante procurará defender seu ponto de vista, argumentando com as razões que o levaram a estabelecer a ordem de preferência da sua decisão individual.

5. Terminada a tarefa grupal, organiza-se o plenário.

História de Marlene

O exercício seguinte é um treinamento de consenso. A conclusão unânime é praticamente impossível de se conseguir. É preciso, pois, que os participantes tomem a consideração a subjetividade de cada qual, para que se tome possível uma decisão.

Modo de proceder:


O texto seguinte narra a história da jovem Marlene. Cinco personagens entram em cena. Cabe a você estabelecer uma ordem de preferência ou de simpatia para com estes cinco personagens.
Numa primeira fase, cada qual indicará o seu grau de simpatia para com cada um dos personagens, colocando-os em ordem de um a cinco, atribuindo o número 1 ao mais simpático seguindo até o 5.

Em seguida cada um dará as razões que o levaram a estabelecer esta preferência, e com a ajuda dessas informações, procede-se a nova ordem que, então, estabelece a ordem de preferência do grupo.

Eis a história de Marlene:

Cinco personagens fazem o elenco; Marlene, um barqueiro, um eremita, Pedro e Paulo.
Marlene, Pedro e Paulo são amigos desde a infância. Conhecem-se há muito tempo. Paulo já quis casar com ela, mas recusou, alegando estar namorando Pedro.
Certo dia, Marlene decide visitar Pedro, que morava no outro lado do rio. Chegando ao rio, Marlene solicita a um barqueiro que a transporte para o outro lado. O barqueiro, porém, explica a Marlene ser este trabalho seu único ganha-pão, e pede-lhe certa soma de dinheiro, importância de que Marlene não dispunha.
Ela explica ao barqueiro o seu grande desejo de visitar Pedro, insistindo em que a transporte para o outro lado. Por fim o barqueiro aceita, com a condição de receber em troca um manto que usava.
Marlene hesita e resolve ir consultar um eremita que morava perto. Conta-lhe a história, o seu grande desejo de ver Pedro e o pedido do barqueiro, solicitando, no final, um conselho. Respondeu: "Compreendo a situação, mas não posso, na atual circunstancia, dar-lhe nenhum tipo de conselho. Se quiser, podemos dialogar a respeito, ficando a decisão final por sua conta".
Marlene retoma ao riacho e decide aceitar a última proposta do barqueiro. Atravessa o rio e vai visitar Pedro, onde passa três dias bem feliz.
Na manhã do quarto dia, Pedro recebe um telegrama. Era a oferta de um emprego muito bem remunerado no exterior, coisa que há muito tempo aguardava. Comunica imediatamente a notícia a Marlene, e na mesma hora a abandona.
Marlene cai numa tristeza profunda e resolve dar um passeio, encontrando-se com Paulo a quem conta a razão de sua tristeza. Paulo compadece-se dela, e procura consolá-Ia.
Depois de certo tempo, Marlene diz a Paulo: "Sabe que tempos atrás você me pediu em casamento, e eu recusei, porque não o amava bastante, mas hoje penso amá-Io suficientemente para casar com você."
Paulo retrucou: "É tarde demais; não estou interessado em tomar os restos de outro".

2) DIZENDO POR DIZER

Objetivos: A partir de uma frase pronta, a pessoa desenvolva idéias coerentes e aprenda a manifestar sua opinião.

Material:
Uma frase para cada participante.

Como Fazer:

1. Cada participante recebe uma frase.

2. O coordenador da dinâmica dá 15 minutos para que cada um, em silêncio, organize as idéias para que em 5 minutos explique o significado da frase e convença o grupo de que a afirmação é verdadeira.

3. Todos os participantes devem anotar o que seu colega pensa.

4. O coordenador deve evitar um debate de idéias e que seja uma análise da capacidade de convencimento de quem está falando.

3) DESENHO DOS PÉS

Objetivos: Socializar, integrar, perceber a necessidade de assumir compromissos, crescer, valorizar-se.

Material:
Uma grande folha de papel e lápis colorido para cada participante.

Como Fazer:

1. O animador motiva os participantes a desenharem num grande papel o próprio pé.

2. Em seguida, encaminha a discussão, de forma que todos os participantes tenham oportunidade de dizer o que pensam.

a. Todos os pés são iguais?
b. Estes pés caminham muito ou pouco?
c. Por que precisam caminhar?
d. Caminham sempre com um determinado objetivo?
e. Quanto já caminhamos, lembrar de pessoas que lutaram por objetivos concretos e conseguiram alcançá-Ios.

3. Terminada a discussão, o animador convida a todos que escrevam no pé que desenharam algum compromisso concreto que irão assumir.


4) DEPENDÊNCIA MÚTUA OU MORTE

Objetivos: Mostrar o quanto dependemos uns dos outros e o quanto podemos contribuir para o crescimento do nosso irmão.

Como Fazer:

1. Podemos começar a reunião formando duplas.

2. Um dos componentes da dupla fecha os olhos e passa a andar guiado pelo outro durante dois minutos.

3. Não é permitido abrir os olhos e nem tocar no companheiro, tão somente o som da voz do outro o guiará.

4. Logo em seguida trocam-se os papéis e o que antes era o guia, passa ser o guiado.

5. Depois de terminada esta dinâmica, todos se reúnem para um momento de compartilhar, onde são respondidas várias perguntas:
a. O que você sentiu durante o tempo em que estava sendo guiado pelo outro?
b. Aconteceu de sentir-se tentado a abrir os olhos?
c. Teve total confiança em seu líder?
d. Pensou em se vingar do outro quando chegasse sua vez de ser o guia?
e. Sentiu-se tentado a fazer alguma brincadeira com o "ceguinho"?

Base Bíblica para a mutualidade:

"Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Cristo, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações. E tudo quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai". (C1. 3, 12-17).

Refletir:

1. Procure esclarecer juntamente com o grupo a definição dos termos que se encontram na passagem acima, como "coração compassivo, longanimidade, humildade" etc.

2. Faça perguntas do tipo: "O que falta em você para que as pessoas confiem mais no seu auxílio?"

3. "Qual a maior ajuda que você pode prestar neste momento de sua vida para as pessoas e para o grupo?".

4. Precisamos, sem dúvida alguma, uns dos outros. Para que a mutualidade possa ocorrer de forma dinâmica e eficaz, é preciso desenvolver características de caráter que nos capacitem a desempenhar nosso papel dentro do Corpo de Cristo.

Ensino Fundamental II - 5ª a 8ª séries

1) UMA VIAGEM ATRAPALHADA

Arrume as malas:
Vamos usar um pouco de imaginação. Dentro de algumas horas você vai viajar para uma ilha não civilizada para morar lá durante alguns anos. A viagem é longa, mas seu navio não permite que leve muita bagagem. Apenas dez objetos podem ser carregados. Estes objetos podem ser de qualquer tamanho, peso ou valor.
Trata-se de mais uma esquisitice dessas companhias de navegação. Não tem jeito, e mesmo com toda a argumentação possível a única solução é começar a fazer sua lista dos dez objetos que você considera mais importantes. De certa forma, isto vai acabar revelando seus valores. A única coisa que pode levar fora da lista, é a Bíblia.
Anote no papel qualquer coisa que lhe venha à mente. Pode ser o carro, o cão de estimação, fogão, televisão, material de costura, etc. Qualquer coisa. Uma dica é que ao confeccionar sua lista, lembre-se de que o lugar não é civilizado e totalmente sem recursos.
Um inconveniente de última hora:
Agora que você tem tudo organizado, devidamente encaixotado, embarcado e encontra-se já em alto mar, surge um problema de última hora. Sérias avarias no navio obriga toda a tripulação a aliviar a carga. O comandante ordena que você jogue cinco objetos de sua lista no mar. A decisão é difícil, mas tem que ser obedecida. Agora faça uma nova lista e fique apenas com aqueles objetos que considera de maior valor.

Compartilhe sua decisão:
Forme grupos de três a cinco pessoas e cada um diz quais foram as cinco coisas com as quais escolheu ficar e quais resolveu jogar fora. Todos devem explicar o porquê da sua escolha. Neste momento todos acabarão por revelar quais são os seus maiores valores atualmente.
Alguém podem ter escolhido um trombone por gostar demais da música. Outro levaria o cachorro por gostar de brincar com ele. O compartilhar poderá ser feito com todos juntos se assim preferirem.
Uma pessoa regenerada procurará colocar Deus em primeiro lugar. Isto afetará todo o seu sistema de valores. "Quem está em Cristo, é nova criatura" (2Co.5.17). Quando escolhi os valores do Reino, todas as minhas decisões devem ter por detrás delas agradar a Deus. Se foi esta a motivação da sua escolha, tudo bem. De qualquer forma, é bom que o restante do grupo saiba do que realmente gosto.
Iluminação bíblica:
"Pois, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor" (Rm.14, 8).

2) UMA PEÇA A MAIS

Objetivos: Ajudar a descontrair o grupo durante uma reunião.

Material: Um voluntário e um cobertor.

Como Fazer:

1. O coordenador solicita ao voluntário que se retire da sala e explica a brincadeira para todo o grupo.

2. O voluntário volta para a sala, é coberto com o cobertor e o coordenador vai orientado o voluntário:
a. Você está com uma peça de roupa a mais, você deve tirá-Ia e jogar para fora.

3. A cada peça que ele tira, o coordenador solicita ao grupo que diga se é ou não a peça que está sobrando.

4. O jogo vai seguindo até que o voluntário descubra qual a peça que está sobrando (o cobertor).

5. Deve-se ter cuidado de para a brincadeira antes que o voluntário fique sem roupa, para não criar constrangimentos para ele nem para o grupo.

3) ESTÁ TUA

Objetivos:
Descobrir o que o grupo pensa sobre determinado tema, antes de aprofundá-lo.

Como Fazer:

1. Tendo um tema já definido, alguém a pedido do coordenador apresenta suas idéias com relação a proposta.

2. Essa pessoas pode chamar quantas pessoas que quiser, colocando-as na posição que melhor representa a idéia que tem sobre o tema proposto.

3. Em seguida, explica o porque de colocar as pessoas naquela posição e não em outra.

4. O coordenador pede aos outros participantes que dêem sua opinião e se querem acrescenta ou tirar alguma coisa da estátua.

5. A partir daí tem início a discussão, analisando-se como começou a ser montada a estátua, porque as pessoas concordaram com as mudanças.

6. Conversa-se também sobre a estátua final, resultante das muitas alterações pedidas pelo grupo.

7. Conversa-se, então, aprofundando sobre o tema.

4) DINÂMICA DE COMUNIDADE

Objetivos: Mostrar que o trabalho em "Comunidade" é importantíssimo para o grupo, pois sai muito mais bem feito, do que individualmente.
Observação: Não revelar o Objetivo da dinâmica antes de sua execução. Explicar para o grupo, somente, que vai ser feita uma dinâmica).

Material:Folhas de Jornal

Como Fazer:

1. Divide-se o grupo em 2 menores.

2. Divididos, o grupo A, desloca-se para uma sala, sem contato com o grupo B.

3. Após a saída do grupo A, o grupo B será dividido assim:
a. cada UM (individualmente) receberá um papelzinho escrito, contendo uma parte do corpo humano, (cabeça, orelha E, orelha D, olho E e olho D, boca, nariz, pescoço, tronco, braço E. e braço D., mão E. e mão D., perna E. e perna D. e pé E. e pé D.), que não pode ser mostrado para mais ninguém, só aquela pessoa vai saber qual é.
b. Este se retira para algum canto da sala ou para outro local, sem fazer contato com os outros, e começa a recortar com o jornal e a mão livre (sem uso de ferramentas) a parte do corpo que lhe coube.
c. Por exemplo: a cabeça. E assim por diante com todo o grupo B, Cada um fazendo a sua parte, mas sem saber o que o irmão estará recortando, nem em que tamanho.

4. Enquanto isso o grupo A, que estará em outro local, também recebe a tarefa de com as folhas de jornal e a mão livre, sem utilizar tesouras ou réguas, fazerem JUNTOS um grande boneco, tamanho natural - cabeça, orelha E e D, olho E e D, boca, nariz, pescoço, tronco, braços, mãos, pernas e pés. - parte por parte.

5. Quando os dois grupos terminarem as suas tarefas, pede-se para que todos se reúnam no mesmo local, mas com suas peças todas escondidas.

6. Chama-se primeiramente o pessoal do grupo B, pela ordem das peças, por exemplo, quem fez a cabeça, depois os olhos, depois o nariz, as orelhas, e etc.. e vai afixando-se parte por parte num quadro negro, ou parede. Vai surgindo um belo boneco, todo torto, com pernas e braços disformes.

7. Concluído, chama-se primeiramente a pessoa que fez a cabeça do grupo A, e repete-se a mesma seqüência. Ao final o boneco do grupo A será mais bonito, com pernas, braços, tronco.. etc.. tudo mais uniforme, destoando do boneco do outro grupo.

Conclusão:
Explicar que o grupo que fez tudo em conjunto (A) fez um trabalho melhor e mais apresentável, e o que fez individualmente, apresentou um resultado ruim, pouco satisfatório.
Isto tudo ressalta a importância de que os trabalhos feitos em conjunto, "Comunidade", são os que apresentam os melhores resultados.

ENSINO FUNDAMENTAL I 1ª a 4ª séries

1) TRÊS CAFÉS DA MANHÃ DIFERENTES

Objetivos: Sentir vivencialmente o problema social. especialmente a fome e a exclusão.

Material: Três mesas contendo em uma um café completo (suco, frutas, frios) em outra um café da manha normal e na última um café da manha fraco que não seja o suficiente para todos.

Como Fazer:

1. Antes dos participantes do curso chegarem para o café da manhã prepara-se as mesas com o café da manhã completo, normal e fraco (inclusive faltando talheres, copos, guardanapos).

2. Deve haver alguém previamente acertado para ser o "conciliador" nas mesas onde vai faltar comida.

3. Quando as pessoas chegarem para tomar o café da manhã, podem sentar onde quiserem.

4. Normalmente as pessoas não se dão conta do que está acontecendo até que os ''marginalizados'' querem ir até a cozinha para pedir o que falta.

5. O "conciliador" deve se oferecer para ir até lá e ao regressar, procura acalmar as pessoas sem resolver o problema da fome.

6. Alguém de fora deve tomar nota do que está acontecendo, e logo após o café da manhã analisa-se o que aconteceu, como as pessoas se sentiram, o que disseram e qual a relação disso com o que acontece no dia a dia.

7. O observador que fez as notas deve intervir quando constatar que as coisas se passaram de um jeito diferente do que está sendo dito.

8. Na seqüência o coordenador deve fazer uma reflexão sobre o tema, chamando atenção para a necessidade das pessoas se comprometerem diante da injustiça social.

EDUCAÇÃO INFANTIL

1) PASSAR AMOR

Objetivos: A brincadeira do Passa Amor pode ser utilizada nos encontros que falem sobre partilha, valorização da pessoa humana, sobre o Sagrado Coração de Jesus etc.

Material: Confeccione um coração de cartolina em um tamanho que fique escondido no meio de nossas mãos (pode se escrever Jesus no centro do coração).

Como Fazer:

1. Essa brincadeira na verdade é o conhecido Passa Anel, só que em vez de passarmos um anel iremos passar um coração.

2. Sorteia-se a pessoa que via passar o coração.

3. As outras sentam-se lado a lado, com as mãos fechadas (como para rezar) no colo.

4. A que está com o coração entre as palmas das mãos começa a passá-Io, ou seja, finge que põe o coração na mão de cada um dos participantes, na verdade, só deixa cair na mão de um.

5. Quando acaba, abre as mãos mostrando que já não está mais com o coração.

6. Ao terminar, a pessoa pergunta a um dos participantes: quem está com Jesus no coração?

7. Se a pessoa acertar, vai passá-Io na vez seguinte.

8. Dessa forma os integrantes aprendem brincando que Jesus está em todas as pessoas e que é necessário enxergamos sua presença no irmão, todas as pessoas podem partilhar amor.

2) APOIO

Objetivo: Mostrar-Ihes a importância de se apoiar no irmão.

Como Fazer:

a) O coordenador deve pedir a todos os participantes que se apóiem em um pé só, onde deverão dar um pulo para frente sem colocar o outro pé no chão, um pulo para a direita outro para esquerda, dar uma rodadinha, uma abaixada e etc.
Mensagem:
Não podemos viver com o nosso individualismo porque podemos cair e não ter força para levantar. Por que ficarmos sozinhos se temos um ombro amigo do nosso lado?

3) VARIAÇÕES COM BALÕES

Finalidade:
Descontração e integração

Características:Coordenação motora / tato

Material: Balões, barbante, toca-fitas e fita ou aparelho de cd e cd

Descrição: Inicialmente os integrantes exploram seus balões (cor, textura, sons, etc.). Jogam para o ar, chutam a bola...
Formando duplas, colocam um balão prensado entre as costas e tentam fazer a volta sem deixar o balão cair.
O balão pode ficar preso testa com testa e a dupla dançar ao som de uma música.
Em grupos de quatro, todos juntinhos frente ao outro, e um balão nos pés. O intento é conseguir que o balão suba até as cabeças sem o uso das mãos.
E por fim uma competição: balões amarrados nos pés de cada participante que em duplas dançam ao som de uma valsa, lambada... A brincadeira consiste em estourar os balões dos dançarinos sem desvirtuar a dança.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ANDREOLA, Balduino A Dinâmica de grupo: Jogo da vida e didática do futuro. 9. ed Petrópolis: Vozes, 1993.

BRAZ, Greicy Rose de Carvalho. Brincando e aprendendo com jogos sensoriais. Rio de Janeiro: Sprint, 1998.

COELHO, Maria Josefina Rodrigues e SANTOS, Manoel de Souza. Comunidade criativa: fazer brincando. 6.00. São Paulo: Paulinas, 2000.

http://www.paroquiadaressureicao.com.br/pascom/dinamicas.html
Dinâmicas.

MACRUZ, Femanda de M.S. et al. Jogos de cintura. 4. ed Petrópolis: Vozes, 200 1.

MAYER, Pe. Canísio (S.1.). Viver e conviver: dinâmicas e textos para diferentes momentos. 4.00.. São Paulo: SP, 1997.

TATAGIBA, Maria Carmen e FILÁRTIGA, Virgínia. Vivendo e aprendendo com grupos: uma metodologia construtivista de dinâmica de grupo. 2. ed Rio de Janeiro: DP&A, 2002.

 

 

   
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